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Mundo dos Vistos

Posso levar meus remédios na viagem?

Sim, na maioria dos casos — mas cada país define quais medicamentos podem entrar, em que quantidade e com qual documentação. Levar um remédio de uso comum no Brasil sem a receita, fora da embalagem original ou sem declarar é uma das causas mais frequentes de apreensão na chegada.
Monte abaixo a lista do que pretende levar para o Canadá, a Austrália ou os Estados Unidos, informe seu email e nós enviamos a orientação item a item.

Como funciona

  1. Escolha o destino

    Selecione se a viagem é para o Canadá, a Austrália ou os Estados Unidos. Cada país tem regras próprias de entrada de medicamentos.

  2. Liste seus remédios

    Informe um medicamento por campo. Sempre que possível, escreva o nome, a dosagem e a quantidade que pretende levar.

  3. Receba a análise por email

    Informe seu email e envie a lista. Você recebe a orientação item a item, com o que declarar e quais documentos levar.

Monte a sua lista de medicamentos

Leva menos de 3 minutos. A análise é gratuita e chega no seu email.

Para onde você vai viajar? As regras mudam bastante de um destino para o outro.
Quais remédios você pretende levar? Um medicamento por campo. Se puder, informe a dosagem e a quantidade (ex.: Losartana 50mg – 30 comprimidos).

Usamos o seu email apenas para enviar esta análise e orientações de viagem.

As informações enviadas têm caráter orientativo, não substituem a prescrição do seu médico nem a decisão da autoridade de fronteira do país de destino. Seus dados são tratados conforme a nossa Política de Privacidade.

Regras de cada destino

Os três países permitem a entrada de medicamentos de uso pessoal, mas com limites de quantidade, exigências de embalagem e listas de substâncias controladas diferentes. Veja o resumo de cada um:

Canadá

Health Canada / CBSA
  • A regra geral é levar no máximo 90 dias de tratamento (ou um ciclo único de tratamento, o que for menor), sempre para uso pessoal.
  • Os medicamentos devem estar na embalagem original, com o rótulo da farmácia ou do hospital identificando o produto e o paciente.
  • Leve a receita ou uma carta do seu médico, de preferência em inglês ou francês, informando o princípio ativo e a posologia.
  • Declare os medicamentos ao entrar no país. Omitir pode gerar apreensão e sanções.

Austrália

TGA / Australian Border Force
  • Pela Traveller's Exemption, você pode entrar com até 3 meses de tratamento na dose máxima recomendada, para uso pessoal ou de quem viaja com você.
  • Os remédios devem estar na embalagem original, rotulada com o seu nome.
  • Declare tudo no Incoming Passenger Card, o cartão preenchido antes do desembarque. A Austrália é rigorosa com declarações incompletas.
  • Substâncias controladas (opioides, benzodiazepínicos, medicamentos para TDAH) exigem receita e carta do médico em inglês.
  • Alguns itens precisam de autorização prévia do governo australiano, como esteroides anabolizantes e hormônio de crescimento.

Estados Unidos

FDA / CBP
  • A orientação da FDA é entrar com o equivalente a até 90 dias de tratamento, em quantidade compatível com o tempo da viagem.
  • Mantenha os medicamentos na embalagem original com rótulo — remédio solto em porta-comprimidos é a causa mais comum de problema na inspeção.
  • Tenha a receita e uma carta do médico em inglês, com o nome do princípio ativo (o nome comercial brasileiro raramente é reconhecido).
  • Substâncias controladas devem ser declaradas na chegada, com receita válida em seu nome.
  • Medicamentos comuns no Brasil podem não ser aprovados nos EUA — a dipirona (metamizol), por exemplo, não é aprovada no país.
Atenção: as regras de importação de medicamentos são revisadas com frequência pelos órgãos de saúde e de fronteira de cada país, e a decisão final sobre a entrada de qualquer produto é sempre do agente de imigração no momento do desembarque. Use esta página como orientação e confirme o seu caso específico antes de embarcar.

Medicamentos que mais geram problema na fronteira

Alguns remédios de uso corriqueiro no Brasil são controlados, exigem autorização prévia ou simplesmente não são aprovados nesses três destinos. Se algum deles está na sua mala, vale checar antes:

  • Opioides e analgésicos com codeína: Tramadol, codeína e morfina são substâncias controladas nos três destinos. Exigem receita e, em geral, carta médica.
  • Benzodiazepínicos: Clonazepam, alprazolam e diazepam são controlados. Leve receita em seu nome e mantenha a caixa original.
  • Medicamentos para TDAH: Metilfenidato e lisdexanfetamina são estimulantes de controle rígido. Documentação médica é indispensável.
  • Dipirona (metamizol): Muito usada no Brasil, não é aprovada nos Estados Unidos, no Canadá nem na Austrália. Prefira uma alternativa orientada pelo seu médico.
  • Anabolizantes e hormônios: Testosterona e hormônio de crescimento são controlados e podem exigir autorização prévia, especialmente na Austrália.
  • Injetáveis, canetas e agulhas: Insulina e canetas emagrecedoras exigem receita, cuidados de refrigeração e declaração das agulhas na inspeção.
  • Manipulados e suplementos sem rótulo: Fórmulas manipuladas, fitoterápicos e suplementos sem embalagem identificada são frequentemente retidos por não haver como comprovar o conteúdo.

Checklist antes de embarcar

  • Mantenha cada remédio na embalagem original, com a etiqueta da farmácia em seu nome.
  • Leve a receita médica e, para os controlados, uma carta do médico em inglês com diagnóstico, princípio ativo, dose e duração do tratamento.
  • Transporte os medicamentos na bagagem de mão: evita extravio e variação de temperatura no porão.
  • Leve a quantidade necessária para a viagem mais uma pequena margem por atrasos, sem exagerar no volume.
  • Fotografe receitas e cartas médicas e guarde uma cópia digital no celular e no email.
  • Confirme o nome do princípio ativo: o nome comercial brasileiro quase nunca é reconhecido no exterior.
  • Declare os medicamentos quando o formulário de entrada perguntar, mesmo os de venda livre.

Dúvidas frequentes

Preciso de receita médica para levar remédios na viagem?

Para medicamentos de uso contínuo e para qualquer substância controlada, sim: leve a receita em seu nome. Remédios de venda livre, como analgésicos simples, geralmente não exigem receita, mas devem estar na embalagem original. A receita é o documento que comprova que o medicamento é para uso pessoal — sem ela, a autoridade de fronteira pode considerar o volume incompatível com uma viagem e reter o produto.

Preciso traduzir a receita para o inglês?

A tradução não é obrigatória em todos os casos, mas é fortemente recomendada — e praticamente indispensável para substâncias controladas. O ideal é uma carta do médico em inglês contendo o seu nome, o diagnóstico, o princípio ativo (e não apenas o nome comercial), a dose diária e a duração do tratamento. Nomes comerciais brasileiros raramente são reconhecidos por agentes de imigração no Canadá, na Austrália ou nos Estados Unidos.

A Mundo dos Vistos também oferece tradução certificada de documentos quando o seu caso exigir.

Quantos comprimidos posso levar?

A quantidade deve ser compatível com o tempo da sua viagem e com a dose prescrita. Como referência geral: Canadá e Estados Unidos trabalham com o limite de até 90 dias de tratamento, e a Austrália permite até 3 meses de tratamento na dose máxima recomendada, pela Traveller's Exemption. Levar quantidade muito acima do necessário para o período da viagem levanta suspeita de revenda ou importação irregular.

Posso levar os remédios na bagagem despachada?

Pode, mas não é recomendado. O ideal é transportar os medicamentos na bagagem de mão, por três motivos: extravio de mala é comum e deixaria você sem o tratamento; o porão da aeronave sofre variações de temperatura que podem danificar o produto; e a inspeção na chegada é feita com você. Se o remédio for líquido e ultrapassar 100 ml, informe a segurança do aeroporto no raio-X e apresente a receita — medicamentos têm exceção às regras de líquidos.

Preciso declarar meus medicamentos na alfândega?

Sim, sempre que o formulário de entrada ou o agente perguntar. Na Austrália, a declaração é feita no Incoming Passenger Card, preenchido ainda no avião. No Canadá e nos Estados Unidos, a declaração é feita na chegada, e substâncias controladas devem ser informadas obrigatoriamente. Declarar é gratuito e não gera problema; omitir é o que gera penalidade.

Posso levar remédio para outra pessoa?

Como regra, não. As permissões de entrada valem para uso pessoal do viajante ou de quem viaja junto sob os seus cuidados, como um filho menor de idade ou um familiar dependente. Levar medicamentos para entregar a terceiros no destino é tratado como importação e pode exigir autorização específica. Se você viaja acompanhando alguém, leve a receita em nome dessa pessoa.

E se o meu remédio for proibido no país de destino?

Converse com o seu médico antes de embarcar para avaliar uma alternativa aceita no destino. Alguns medicamentos comuns no Brasil não são aprovados no exterior — a dipirona é o exemplo mais frequente. As saídas costumam ser: substituir por um princípio ativo equivalente e aprovado, obter autorização prévia quando o país permitir, ou planejar a compra no destino com receita local. Envie a sua lista e nós indicamos em qual dessas situações cada item se encaixa.

Posso comprar o meu remédio no destino?

Pode, mas quase sempre é necessária uma receita emitida por um profissional habilitado no país, e receitas brasileiras não são aceitas nas farmácias do Canadá, da Austrália e dos Estados Unidos. Os preços também podem ser bem mais altos que no Brasil, especialmente nos Estados Unidos, e uma consulta médica local costuma ser cara sem seguro viagem. Por isso, levar o tratamento do Brasil, dentro dos limites permitidos, costuma ser a melhor opção.

Posso levar insulina, seringas e agulhas?

Sim, desde que acompanhadas de receita e mantidas na embalagem original. Informe a segurança do aeroporto antes do raio-X e declare as agulhas na chegada. Para produtos que precisam de refrigeração, use bolsa térmica e leve tudo na bagagem de mão. Vale o mesmo cuidado para canetas injetáveis de uso contínuo, incluindo as usadas em tratamento de diabetes e obesidade.

Quanto tempo demora para eu receber a análise da minha lista?

Você recebe a resposta por email, no endereço informado no formulário. Envie a lista com antecedência em relação à data da viagem: se algum medicamento exigir autorização prévia, carta médica em inglês ou substituição, é preciso tempo para providenciar. Se não encontrar a mensagem, verifique as pastas de spam e de promoções.

Vai viajar e ainda tem dúvidas sobre o seu visto?

Nossos especialistas orientam cada etapa do processo, do visto ao embarque.

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